O Plenário do Senado realizou na manhã desta segunda-feira (20) sessão em homenagem ao 66º aniversário da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), que agora em junho alcançou a marca de 100 milhões de Bíblias impressas desde sua fundação.

Para o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), a difusão da Bíblia, o livro sagrado de todos os cristãos, independentemente da igreja a que pertençam, é a principal contribuição que se pode dar ao fortalecimento dos valores éticos e morais.

-Trata-se de singelo reconhecimento do Senado da República a essa instituição sem fins lucrativos, que se dedica, com diligência sacerdotal, à promoção e à difusão da Bíblia e de sua mensagem – disse o parlamentar carioca.

Primeiro propositor da homenagem, Crivella salientou, porém, que a importância da Bíblia vai além da influência nos campos espiritual e ético. Conforme assinalou, o Livro Sagrado é também um incentivo ao desenvolvimento humano nos aspectos educacional, cultural e social. No seu entendimento, o próprio Ministério da Educação poderia dar apoio à difusão do texto bíblico em programas de alfabetização de adultos, pois acredita que o “amor à fé e a Deus” é um estímulo para quem quer se educar.

– O livro que mais lemos e amamos é a Bíblia. Isso faz com que as pessoas queiram aprender palavras novas para compreender o sentido exato daquilo que lêem – disse.

Presença mundial

O senador Wilson Santiago (PMDB-PB), que instalou a sessão, observou que, dos 100 milhões de Bíblias produzidas pela SBB, 23 milhões se destinaram a 105 países dos diversos continentes. Para ele, os fundadores da SBB foram realmente inspirados pelo Espírito de Deus na iniciativa do realizar o empreendimento e cumprir a mensagem de Jesus Cristo “ide e pregai o Evangelho a toda a criatura”.

De formação católica, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que disse ter-se tornado com o tempo um “cristão ecumênico”, destacou o espírito de “tolerância” como uma das qualidades do brasileiro. Assim, manifestou o desejo de que a marca histórica alcançada pela SBB na impressão de Bíblias possa inspirar a todos os brasileiros, independentemente da religião, a apoiar a instituição sempre que possível.

Ao agradecer a homenagem, o presidente da SBB, o pastor Adail Carvalho Sandoval, disse que a Bíblia foi um presente de Deus para a “edificação, transformação e felicidade espiritual do homem”. Ele destacou que a entidade chegou aos 66 anos e à milionésima primeira Bíblia com um parque gráfico com mais de 400 empregados que atuam com “denodo e alma”. O pastor Guilhermino Cunha, presidente da Academia Evangélica de Letras, saudou também os católicos, igualmente compradores de Bíblias impressas pela SBB, conforme destacou.

Origens

A SBB foi fundada por líderes cristãos em 1948, no Rio de Janeiro, orientada pelo lema “Dar a Bíblia à Pátria”. Assumiu atividades relacionadas à tradução, produção e distribuição da Bíblia em todo o território brasileiro e depois para países diversos. A entidade faz parte das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU), uma aliança mundial nascida ainda no Século 19 e que tem como finalidade facilitar a difusão do texto bíblico.

A SBB desenvolve ainda ações no campo social, por meio de programas que atendem a diferentes segmentos da população como estudantes, índios, presidiários, enfermos e deficientes visuais.

Gorette Brandão / Agência Senado