Prefeitura instala Gabinete de Gestão Integrada para atuar na segurança pública

O prefeito Marcelo Crivella instalou nesta quarta-feira (05/04) o recém-criado Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), reunindo, no Centro de Operações Rio (COR-Rio), cerca de 80 profissionais de 16 órgãos municipais e 17 estaduais, federais e ONGs para definir e pôr em prática ações que visam reduzir os índices de criminalidade. Uma das etapas do Planejamento Estratégico de Segurança Pública do Rio elaborado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), o GGIM atuará com foco na prevenção primária aliviando, por exemplo, a sobrecarga da Polícia Militar, que poderá concentrar esforços em ocorrências mais graves.

No encontro, que teve mais de três horas de duração, os participantes debateram sobre as estatísticas da violência e a concepção de funcionamento do GGIM. Entre os temas apresentados, os que demandaram mais discussões foram a entrada de armas e munições ilegais na cidade e os problemas enfrentados pela Secretaria Municipal de Educação, Esportes e Lazer (SMEEL) nas escolas localizadas em áreas de risco. Os assuntos devem ser retomados na próxima reunião do GGIM, marcada para o dia 8/05, quando cada um dos órgãos deverá apresentar um estudo apontando soluções.

– Precisamos abrir esse fórum de debate para identificar e definir as possibilidades de cada órgão participar com ações para impedirmos essa violência anômica. Em 7 de janeiro tivemos sete policiais mortos. Isso é inaceitável – disse o prefeito, que propôs como tema para a primeira câmara técnica do GGIM a contenção da chegada de munição à cidade, ressaltando a importância de se olhar para as comunidades.

O Gabinete de Gestão vai facilitar discussões integradas, permitindo à prefeitura envolver, sem hierarquia e burocracia, instituições de todos os poderes e esferas para a definição conjunta de protocolos de atuação. Presidido pelo prefeito, o GGIM é formado por um colegiado pleno com secretários municipais e autoridades de órgãos estaduais e federais de segurança e de justiça criminal e social, como a Secretaria de Estado de Segurança, Agência Brasileira de Inteligência, Instituto de Segurança Pública, Ministério Público e Defensoria Pública.

O secretário de Ordem Pública, Paulo Amendola, destacou como foco a atuação na prevenção primária aliviando, por exemplo, a sobrecarga da Polícia Militar, que poderá concentrar esforços em ocorrências mais graves:

– A segurança pública é dever do estado, mas responsabilidade de todos, cabendo assim ao município atuar de forma mais intensa na prevenção primária do crime. As polícias cuidam dos efeitos e não das causas, e por isso os problemas persistem. A prefeitura tem órgãos capazes de alterar as situações que levam a delinquências, como as escolas de base. Mas para isso é preciso maior integração dos órgãos municipais com o apoio das forças de segurança – disse Amendola, citando como exemplo a atuação integrada da Guarda Municipal com a Polícia Militar, iniciada em 14/01, na orla, que desde então não registrou qualquer caso de arrastão.

Representando o secretário de Estado de Segurança, Roberto Sá, o subsecretário de Estado de Comando e Controle, Rodrigo Alves, ressaltou que a pasta está disposta não só a participar, mas motivar ações:

– Hoje temos uma média de 25 armas apreendidas e dois policiais baleados por dia. São números que preocupam e podem ser reduzidos se tivermos essa experiência discutida aqui. Já estamos, inclusive, planejando para breve algumas operações especiais para a cidade do Rio com a Seop. A integração é o sucesso e o futuro. Caso contrário, vamos continuar enfrentando a situação da forma atual que não tem dado resultados positivos.

O GGIM conta ainda com secretaria executiva e o Observatório de Segurança Pública para suporte tecnológico e estatístico, além de câmaras técnicas para a discussão de temas relevantes, como a perturbação do sossego e a violência doméstica, principais ocorrências atendidas hoje pela Polícia Militar. O GGIM conta com uma secretaria executiva e o Observatório de Segurança Pública para suporte tecnológico e estatístico, além de câmaras técnicas e temáticas para a discussão de temas relevantes, como a perturbação do sossego e a violência doméstica, principais ocorrências atendidas hoje pela PM.

O projeto é um dos retornos das dezenas de reuniões articuladas nos dois primeiros meses de gestão do secretário de Ordem Pública, Paulo Amendola, reforçando com autoridades de diversos segmentos a integração como caminho para a redução dos índices de criminalidade.

Além de órgãos municipais, participaram do encontro desta quarta-feira as secretarias Estadual e Nacional de Segurança; Polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal; Ministério Público; Defensoria Pública; Associação Brasileira de Inteligência (Abin); Comando Militar do Leste; Corpo de Bombeiros; I Distrito Naval; III Comar; Fuzileiros Navais; Associação Comercial do Rio; e as ONGs Rio de Paz e Viva Rio.