Marcelo Crivella: À vista de todos

2018-02-28T15:47:31+00:00
Marcelo Crivella: À Vista de Todos

Os números comprovam que a Prefeitura do Rio trabalha e muito. Só o preconceito e a perseguição são capazes de tentar confundir a população

Os números de nossa gestão comprovam que a Prefeitura do Rio trabalha — e muito.

Aprovamos 42 leis na Câmara dos Vereadores, entre as quais o realinhamento do IPTU, desafio que durante 20 anos nenhum prefeito teve a coragem de enfrentar.

Na Saúde, fechamos 2017 com 8,7 milhões de consultas na atenção primária (700 mil a mais do que em 2016, último ano do meu antecessor) e 85 mil cirurgias, superando em 5.000 o resultado em 2016, quando o Rio teve R$ 4 bilhões para investir.

E, acreditem, a administração que me precedeu, no apagar das luzes, ainda contraiu um empréstimo de R$ 850 milhões no BNDES e cancelou sorrateiramente mais de R$ 1 bilhão de empenhos de serviços realizados, artifício contábil para escapar da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Enfrentamos, em nosso primeiro ano de gestão, a pior crise econômica e fiscal do Estado e da cidade do Rio de Janeiro, mas ainda assim mantivemos escolas e hospitais abertos. Retomamos obras paradas como a Transbrasil, com gastos acima de R$ 200 milhões. Cortamos mais de 20 secretarias e mais de 1.500 cargos políticos.

Convocamos 1.031 profissionais de saúde concursados, incluindo médicos e enfermeiros (em 2016 foram apenas 95), além de 1.200 professores e 562 agentes de apoio à educação especial.

Abrimos cinco clínicas de família e temos hoje 100% de cobertura de saúde, sendo 70,3% em clínicas e 29,7% nos postos.

Nos transportes, retiramos o pedágio para motocicletas na linha amarela; criamos o Táxi.Rio, aplicativo copiado por cidades e capitais Brasil afora. Lutando contra interesses poderosos, temos uma tarifa de transporte público de R$ 3,40.

O Réveillon deste ano foi apontado em pesquisa como o melhor da última década. Uma semana depois dele, promovemos um evento inédito: o encontro das baterias das escolas de samba com a Orquestra Sinfônica da Petrobras, sob aplausos de mais de 600 mil pessoas.

Os hotéis da cidade chegaram ao recorde histórico de mais de 90% de ocupação — e isso com o triplo de quartos disponíveis, se comparado com o período pré-Olimpíada.

O Carnaval foi um espetáculo — e razão eu tinha ao dizer que conseguiríamos patrocínio da iniciativa privada, o que aliviou as contas da prefeitura. Com essa economia, dobramos o repasse per capita para 16 mil crianças de creches conveniadas, que passaram a receber quase R$ 100 milhões por ano.

O Rio foi a capital que mais perdeu empregos formais nos últimos dois anos: 350 mil.

Ainda assim, com absurda queda de receita e calamitosa redução de repasses federais, mantivemos o Favela-Bairro; estão em curso obras de reformas nas escolas, com investimento de R$ 200 milhões.

Entregamos mais de 2.000 unidades do Minha Casa, Minha Vida e fizemos incontáveis intervenções em encostas e reparos em vias, além da exemplar contenção da praia da Macumba; o Rio Mais Seguro mantém, pela primeira vez, 280 policiais e guardas municipais, dia e noite, nos bairros do Leme e de Copacabana, baixando drasticamente os roubos a turistas no verão.

A cidade do Rio ultrapassou o pior momento econômico de sua história sem greves de garis e professores — frequentes na administração passada — e sem um escândalo sequer de corrupção, melancólica marca da política anterior, com tantos líderes na cadeia até hoje.

Na área social, reabrimos diversos restaurantes populares que já serviram mais de meio milhão de cafés e almoços ao custo de R$ 2.

Faltaria tempo para citar todas as ações no meio ambiente, como a inauguração da maior trilha em floresta urbana do mundo; em finanças, na administração pública, por exemplo, estabelecemos a maior parceria público-privada do Brasil no momento: a intervenção na Presidente Vargas.

Só o preconceito e a perseguição são capazes de manipular números e tentar confundir a opinião pública.

A prefeitura do Rio de Janeiro se mantém firme e determinada, resistente aos ataques desferidos contra quem foi democraticamente levado ao poder pela vontade soberana do povo.

Construiremos a estrada ensolarada do progresso e da redenção social e econômica da nossa gente sofrida e valente.

Marcelo Crivella

Publicado também na Folha de São Paulo

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