O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão dos oradores.) – Sr. Presidente, quanto a mim, V. Exª tem os pecados perdoados antes de pecar. 
Eu queria cumprimentar as Srªs Senadoras e os Srs. Senadores, nossos telespectadores da TV Senado, os ouvintes da Rádio Senado. 
Sr. Presidente, o Rio é a cidade olímpica de 2016. A euforia que tomou conta dos cariocas que saíram às ruas e lotaram as areias de Copacabana era a síntese da alma nacional. Era esse o sentimento de quase duzentos milhões de brasileiros espalhados pelo nosso vasto território, que, naquele instante, naquela mesma hora, unidos pela mesma alegria, tomados da mesma emoção, celebravam efusivamente o feito monumental e inédito, a vitória espetacular da Cidade Maravilhosa num concurso internacional e dificílimo, que reuniu, numa eletrizante final, metrópoles da grandeza e da tradição histórica de Madri, de Tóquio e de Chicago. 
Era a Nação brasileira que explodia, pujante e indomável, estraçalhando os elos de um estigma de inferioridade e dúvidas que, por muito tempo, manteve o País num status quo incompatível com a grandeza de seus recursos naturais, com a imensidão de seu território, com o destino vislumbrado e alicerçado por nossos antepassados, mas, sobretudo e principalmente, com o potencial imensurável e incomparável do poder criativo e da energia realizadora da brava gente brasileira. 
Contudo, Sr. Presidente, essa vitória não foi obra do acaso, não caiu do céu, nem veio com os ventos do destino. O sonho das Olimpíadas do Brasil teria sido um imenso fracasso, um oceano de frustrações e um Himalaia de desenganos, não fosse a obstinação, o idealismo, o espírito de renúncia e a habilidade diplomática de um carioca, cujo nome ficará para sempre gravado na gratidão nacional: Carlos Arthur Nuzman. O Rio e o Brasil devem muito a esse grande brasileiro. Na década de 60, ele foi o atleta olímpico que competiu com garra e dignificou o desporto nacional. Nos anos 70, como Presidente da Confederação Brasileira de Voleibol, lançou as bases de uma geração de craques, que traria a consagração de atletas antes obscuros e anônimos, hoje conhecidos mundialmente, que atendem pelos nomes de Bernard, de Renan, de Montanaro, de Fernandão, de Bernardinho, de Xandó, entre muitos outros. Era um novo Midas, transformando com o toque do seu talento a fibra da juventude brasileira em técnica, em força, em perseverança e em versatilidade de atleta olímpico. Eram os primeiros passos de uma jornada que, em poucos anos, faria do Brasil o mais respeitado e o mais vitorioso time de voleibol do mundo. É muito difícil vencer nossa seleção, e ninguém a vence duas vezes. 
Recentemente, ele trouxe para o Brasil os Jogos Pan-Americanos e Parapan. Da cerimônia de abertura ao apito final, tudo se realizou de maneira impecável, e o Brasil pôde ver que havia no líder do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) um dirigente sóbrio, elegante, articulado e inteligente, dos maiores do seu tempo. Mas o grande desafio estava por vir. O que era até então apenas o devaneio de atletas e de dirigentes, um sonho distante e uma esperança petulante, tornar o Brasil a sede dos Jogos Olímpicos, essa façanha grandiosa o destino havia reservado para as mãos ciclópicas e para o espírito ousado e temerário desse carioca, que traz também no sangue a bravura da raça daquele pequeno Davi, que derrotou, com sua funda, a fúria do gigante filisteu invasor. 
Foram dias, meses, anos de um labor infindável. De país em país, ele visitou cada um dos membros do Comitê Eleitoral, expondo, com sinceridade e com inteligência, as razões pelas quais era chegada a hora do Rio. Não negou nossas deficiências, não fez falsas promessas, não se utilizou da desfaçatez do misticismo e do discurso fácil da demagogia. Ele sabia que não era possível uma vitória matemática ou analógica. Com seu gênio político, deslumbrou, no meio de nosso deserto de carências, uma terra prometida que se podia erguer no horizonte da esperança, mostrou que o Rio possuía forças para superar todos os obstáculos de suas contingências históricas se no coração carioca se acendesse a tocha do fogo olímpico. 
Os políticos são subestimados, subalternizados, marginalizados e, não raro, ridicularizados, mas são eles os mediadores entre as aspirações dos que sonham ante a força reacionária dos poderosos. Foi com espírito político que Nuzman empreendeu a busca incansável na frenética procura de novos critérios para estabelecer uma equação que desse solução definitiva às nossas angústias, um triunfo político que ele construiu sobre os escombros de nossas decepções anteriores em tentativas que fracassaram em seus argumentos. 
Do Paquistão ao interior da Polônia, dos confins da Escandinávia às longínquas terras da Ásia, não houve um só lugar onde houvesse um voto que Nuzman não visitasse na sua peregrinação missionária. E foi tal seu entusiasmo e tal a força inabalável de sua crença, que, do Presidente da República ao brasileiro mais humilde, passando pelo governador; pelo prefeito; pelos mais renomados atletas – como Pelé, o atleta do século –; por experientes dirigentes; pelo Senado Federal, que relatou, votou e aprovou o Ato Olímpico em menos de dez dias; pelo incansável Ministro dos Esportes; pela Câmara dos Deputados; pelos funcionários e dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro; pela imprensa, enfim, todos foram contagiados e seguiram, pessoalmente ou representados, rumo à Copenhague para apoiar, torcer e conquistar juntos, e sob o comando de Nuzman, essa grande vitória. 
No momento em que se anunciava a conquista do Rio – eu estava lá, Sr. Presidente – e em que a euforia incendiava os corações, eu o vi abraçado à sua esposa, Márcia Peltier, num gesto de reconhecimento e gratidão pelo tanto que dela recebera de encorajamento, de ternura e de amor, na longa e árdua caminhada de tormento e de esplendor. Seria uma omissão imperdoável não mencionar uma dama tão ilustre, em cuja personalidade se harmonizam as doçuras da alma feminina e as resistências de caráter da mulher brasileira. 
Foi uma tarde e uma noite de gala. Foi um momento inesquecível, uma página de glória com dimensão monumental que se acrescenta ao patrimônio das mais caras conquistas da nossa geração. 
Que em 2016 vibre nas pistas, nas quadras, nos campos e nas piscinas, nos músculos e tendões de cada um de nossos atletas a fibra de um gladiador, do gladiador carioca chamado Carlos Arthur Nuzman. 
O Sr. Inácio Arruda (Bloco/PCdoB – CE) – Permite Exª um aparte, Senador Crivella? 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – Pois não, Senador Inácio Arruda, com muita honra. 
O Sr. Inácio Arruda (Bloco/PCdoB – CE) – Eu quero, primeiro, me congratular com V. Exª pelo brilhante pronunciamento que faz neste momento, exaltando essa conquista extraordinária do povo brasileiro, que, lamentavelmente, alguns poucos – porque são poucos, apesar de terem muito poder – tentam esconder, ou minimizar, como se fosse pouco, pela primeira vez na história da América do Sul, um país sediar os Jogos Olímpicos da chamada modernidade, um evento que envolve uma quantidade enorme de esportes, que movimenta a economia do mundo inteiro, que mexe com a economia do mundo inteiro. Vai mexer com a nossa economia, vai mexer com a infraestrutura urbana de transportes. É um evento que pode elevar à condição de incluídos no desenvolvimento brasileiro talvez alguns milhões de brasileiros. Eu não quero nem citar, eu quero que alguns leiam depois, no Observatório da Imprensa, um artigo de hoje do jornalista Washington Araújo sobre a tentativa de esconder essa vitória extraordinária do povo brasileiro, que V. Exª não deixa que se esconda ao se manifestar na tribuna do Senado da República. Os Jogos Olímpicos no Brasil ninguém vai conseguir esconder. 
(Interrupção do som.) 
O Sr. Inácio Arruda (Bloco/PCdoB – CE) – É o compromisso que temos de assumir, nós que buscamos isso com o esforço de V. Exª, Dornelles e outros Senadores, com o Ministro do Esporte nos ligando aqui o tempo inteiro, porque tinha um compromisso que dependia de garantias do Governo brasileiro, que estavam postos no ato olímpico, que era um projeto de lei do Executivo. E nós buscamos cumprir aqui a nossa parte, relatando, votando em tempo recorde para que pudéssemos levar mais esse compromisso do Brasil, com os Jogos Olímpicos de 2016. É uma vitória do povo brasileiro, mas não é só do povo brasileiro; é dessa garra, que V. Exª falou, de alguns brasileiros que têm de tomar a frente: Nuzman, Orlando Silva, os outros dirigentes das federações e confederações de esporte brasileiro, a diplomacia brasileira, V. Exª – que esteve lá presente – e o Presidente Lula. Aqui, no artigo de Washington Araújo estão as expressões de Obama, do Governo francês, de vários países do mundo, curvando-se ao Brasil. Mas há alguns poucos que não querem se curvar ao Brasil, não aceitam que as coisas estejam dando certo. Aquilo que vinha dando tão errado, de repente passou a dar certo no Brasil. Eu acho que essa vitória é mais um desses momentos de um Brasil que dá certo e que tem, sim, condições de tirar o seu povo da miséria, da pobreza e de elevar a qualidade de vida dessa gente brasileira. Cumprimento V. Exª porque considero que foi uma vitória extraordinária do povo brasileiro; vai significar bilhões em investimentos na nossa Nação. É ali, no Rio de Janeiro, mas eu fico assim olhando… Vai sobrar também para o Ceará, vai ajudar o Ceará. Cada centavo que entrar no Brasil por aquele portal do Atlântico também vai chegar na nossa terra. Eu agradeço a V. Exª. 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – Muito obrigado, Senador Inácio Arruda. 
Eu peço que esse pronunciamento, esse aparte de V. Exª faça parte do meu discurso. 
Vamos ouvir a voz de Minas, Senador Eduardo Azeredo. 
O Sr. Eduardo Azeredo (PSDB – MG) – Senador Crivella, mais cedo o Senador Sarney também abordou essa questão das Olimpíadas e eu pude fazer também um aparte, manifestando exatamente a concordância, exatamente o entusiasmo nosso em ver esse evento concretizado para o Brasil. E V. Exª traz aqui um ponto muito importante, que não tem sido muito mostrado, que é o trabalho de Carlos Nuzman. Em 1996, nas Olimpíadas de Atlanta, quando se comemorou cem anos de Olimpíadas, o Carlos Nuzman já estava lá defendendo que o Brasil fosse sede das Olimpíadas. O Rio concorreu duas vezes, Brasília concorreu uma, até que nós pudéssemos chegar agora a um resultado de sucesso. 
(Interrupção do som.) 
O Sr. Eduardo Azeredo (PSDB – MG) – Eu não vejo vozes dissonantes em relação às Olimpíadas. Eu acho que todos estão entendendo que significa empregos, que significa exposição positiva do Brasil e que nós teremos a necessidade de enfrentar esse desafio. O Brasil está muito atrasado na infraestrutura. O Governo não tem dado a atenção necessária à infraestrutura. Isso tem que ser enfrentado com coragem, sem ficar em reuniões intermináveis, sem ficar em decisões intermináveis. Por isso, o desafio é muito grande. Quando o Senador Inácio Arruda falou que há alguns contra, ele deve estar se referindo àqueles dinossauros do PT que sempre criticavam qualquer gasto que se fazia em eventos no Brasil. Deve ser isso, porque ninguém entrou nesse mérito de criticar as questões agora. Eu acho que estão corretos o Presidente, o Prefeito Eduardo Paes, o Governador Sérgio Cabral, todos eles, e V. Exª nos lembra muito bem do Carlos Nuzman. Então… 
(Interrupção do som.) 
O Sr. Eduardo Azeredo (PSDB – MG) – Faço essa citação porque, de vez em quando, eu vejo, como vi o próprio Presidente Lula falando assim: “Tem gente que critica; que esse dinheiro tinha que ser gasto em educação, em saúde”. Quem falava isso era o PT. Era ele que falava isso no passado. Então, não entendo muito por que fica essa crítica. O PT mudou para melhor. Muito bem. Nós estamos aplaudindo o PT ter mudado para melhor. 
O Sr. João Pedro (Bloco/PT – AM) – Muito obrigado. 
O Sr. Eduardo Azeredo (PSDB – MG) – Agora, não atribuam palavras a outras pessoas que não falaram isso. Mudou para melhor, sim, porque caiu na real, digamos assim; ficou mais de acordo com a realidade. 
Então, era isso que eu queria trazer aí, certamente aplaudindo, somando. É muito bom para o Brasil, sim. Acho que todo o Brasil está unido. Essa é uma vitória do povo brasileiro como um todo e, evidentemente, de todas as autoridades e de todas as pessoas que participaram desse esforço, especialmente, bem lembrado, Carlos Nuzman. 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – Muito obrigado, Senador. 
O Sr. Inácio Arruda (Bloco/PCdoB – CE) – É um aparte ou é pelo artigo 14? Não entendi direito. 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – O fato é que todos nós esperamos… 
O SR. PRESIDENTE (Romeu Tuma. PTB – SP) – É direito de defesa. Direito de defesa. 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – Todos nós esperamos… 
(Interrupção do som.) 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – Esperamos que os meninos que hoje correm da polícia nos morros, nas favelas do Rio, de Minas, do Ceará, da Amazônia, de Manaus estejam, amanhã, correndo nas pistas de atletismo, ganhando medalhas, consagrando-se para o mundo. Essa é a esperança de nós todos. 
Eu gostaria de conceder, também, um aparte ao Senador Wellington, porque sei que ele tem o fogo olímpico aceso no seu coração carioca, fluminense, embora represente a voz de Minas. 
O Sr. Wellington Salgado de Oliveira (PMDB – MG) – Claro. Senador Crivella, estávamos nós dois – o Senador Sarney nos incumbiu de representá-lo e V. Exª estava com o Estado pelo qual V. Exª foi eleito e que representa na Olimpíada. E eu fui praticante de esporte, joguei basquetebol, e sei que há algo chamado espírito de equipe. Muitas vezes, uma equipe mais fraca acaba ganhando da equipe mais forte e ninguém entende por quê. Essa energia que vem é chamada espírito de equipe. Pode acontecer também em política, quando você tem um partido, quando você tem um grupo. V. Exª conhece isso muito bem também, porque é um homem de grupo, tem espírito, até espírito de bondade, que tem na igreja a que V. Exª pertence. Eu senti uma inveja de V. Exª, naquele momento. Vendo pela televisão V. Exª ali, aquela energia presente, todo mundo junto torcendo para que o Brasil saísse, e o Presidente como a gente não via há muito tempo. Eu não tenho muito contato com o Presidente Lula, mas, realmente, ter um Presidente – V. Exª estava ali ao lado dele e sentiu aquela vibração – que tem a mesma expectativa, a mesma vontade, o mesmo brilho, a esperança, está acreditando; de repente, acontece, e ele vibra com todo mundo, com o povo brasileiro, naquele momento. Quer dizer, é um presidente… Hoje, o mundo inteiro está valorizando mais os presidentes que têm contato com a população. V. Exª sabe disso. O Obama é um exemplo, o Presidente Lula é outro também. Então, aquele que tem um coração que fala com o povo, esse é o bom presidente atualmente. Hoje, não é mais aquele presidente que tem aquela posição que não fala que é respeitado. Não! O Presidente Lula e o Presidente Obama são diferentes. Eles vão até lá, lutam pelo povo, brigam pelos interesses da Nação. Então, eu queria dizer que eu invejei V. Exª, naquele momento. 
Não pude viajar, porque eu tinha de cumprir uma tarefa do Partido, mas vi os olhos de V. Exª quando saiu aquele resultado. V. Exª vibrou bastante. Eu queria dizer que V. Exª está de parabéns por aquela conquista, pela vitória que seu Estado conseguiu. Parabéns a V. Exª! 
O Sr. Osvaldo Sobrinho (PTB – MT) – V. Exª me concede um aparte? 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – É claro. Eu só pediria a V. Exª que aguardasse um minuto. 
O Senador João Pedro está aqui, e Manaus é a terra do museu olímpico. Em Manaus, há um museu olímpico. 
O SR. PRESIDENTE (Romeu Tuma. PTB – SP) – Senador Crivella, peço que os apartes sejam rápidos, porque estão brigando muito comigo aqui. 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – Pois não, Senador. 
Em Manaus, há um museu olímpico do grande Presidente da Federação Brasileira de Atletismo, Dr. Roberto Gesta, onde estão todas as tochas olímpicas de todas as Olimpíadas, desde 1896. Temos medalhas olímpicas que ele resgatou em leilões e coisas que, acredito, nenhum museu olímpico no mundo tem. Esse museu está na cidade de Manaus. Faço esse registro, porque é uma das coleções mais bonitas que existem no Brasil, infelizmente desconhecida de muitos brasileiros. 
Ouço V. Exª, Senador João Pedro. 
O Sr. João Pedro (Bloco/PT – AM) – Senador Crivella, eu estava ouvindo, no meu gabinete, o início do pronunciamento de V. Exª e para aqui corri para fazer um registro. Eu gostaria que fosse Manaus a cidade escolhida, mas quero parabenizar o Rio de Janeiro. É Brasil. Ganha o Brasil. Quero parabenizá-lo pelo registro, pela reflexão. V. Exª se deslocou para o local dessa decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI). Não é isso? 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – É o COI. 
O Sr. João Pedro (Bloco/PT – AM) – Quero parabenizá-lo pelo esforço. As lideranças do Rio – senadores, vereadores, atletas – empenharam-se, e esse também é um registro que quero fazer. Isso nos tocou muito. Parabenizo o Rio, o povo carioca. A manifestação nos contagiou. Nem quero falar do Presidente Lula, que exerceu um papel importante como Presidente, como também o fizeram os outros chefes de Estado que foram para lá. Essa é uma vitória emblemática, e V. Exª, como Senador do Rio de Janeiro, deve fazer isso mesmo, deve fazer esse registro, tocando corações. Quero perguntar se V. Exª estava orando naquela hora, ali. 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – Com certeza! 
O Sr. João Pedro (Bloco/PT – AM) – V. Exª orou? 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – Eu e todos. Aliás, antes de entrarmos para a votação final, a comitiva toda se reuniu em oração. Não fui só eu, não; os atletas, os dirigentes, os presidentes, todos o fizeram. 
O Sr. João Pedro (Bloco/PT – AM) – Sei que a responsabilidade é grande para nós, da classe política. Esse é um compromisso de todos. 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – De todos. 
O Sr. João Pedro (Bloco/PT – AM) – O evento será realizado no Rio, no Brasil. A responsabilidade é nossa de tratar dessa questão. Estou alegre, estou transbordando de alegria. Ganha o Brasil. Vamos aprender inglês. Os atletas, as escolas terão motivação. Todo mundo vai buscar capacitação: hotel, comércio, padaria, restaurante. Enfim, é uma cadeia que coloca o Brasil numa agenda positiva, numa agenda internacional. No Brasil, haverá a Copa do Mundo e as Olimpíadas! Então, finalizando, quero dizer que ouço o discurso da oposição, que, com a maior sinceridade, parece ter uma meia alegria. A oposição tem de transbordar de alegria! E vamos precisar que todos – governadores, vereadores, o Presidente da República e os futuros presidentes – embalem-se nesse entusiasmo, para fazer a coisa com competência, com ética e com compromisso latino-americano, porque é uma vitória da América Latina também ser o Rio de Janeiro a sede das Olimpíadas de 2016. Parabéns! 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – Muito obrigado, Senador João Pedro. V. Exª é a voz do povo, é a voz de Manaus, é a voz da Amazônia. 
Senador Sobrinho, ouço V. Exª, por favor. 
O Sr. Osvaldo Sobrinho (PTB – MT) – Serei bastante rápido. Somente quero fazer justiça, porque, na verdade, V. Exª falou em muitas pessoas que ajudaram e que foram proeminentes nesse processo, mas, logicamente, não poderia falar de si mesmo. V. Exª foi uma das pessoas que, na verdade, antes do acontecimento, bem antes, uma ou duas semanas antes, já votava na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, para que esse evento viesse a se realizar aqui, como se já estivesse prevenido para que, se acontecesse, o Rio estivesse preparado para tal. Portanto, quero aqui homenagear não os outros, mas V. Exª. 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – Muito obrigado. 
O Sr. Osvaldo Sobrinho (PTB – MT) – V. Exª se preocupou com a questão, lutou e brigou na Comissão, pediu aos Senadores que votassem rapidamente aquela matéria. Portanto, quero dizer ao Senador Crivella: V. Exª está de parabéns, porque antecipou o fato e, realmente, deu tudo que poderia dar em prol desse objetivo, desse ideal. Se isso aconteceu, V. Exª teve grande participação nisso. Quero, aqui, fazer justiça a V. Exª, porque, realmente, foi um dos que acreditaram nesse processo que veio a acontecer. Parabéns a V. Exª, em nome do povo brasileiro. 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – Muito obrigado, Senador Sobrinho. V. Exª me ajudou muito na Comissão, porque havia um Senador que iria pedir vista. A última pergunta, Senador Inácio Arruda, que foi feita pelo Comitê Olímpico Internacional e que foi respondida pelo Presidente da República foi com respeito ao Ato Olímpico, que o Senado Federal relatou, votou e aprovou em menos de dez dias. E o Presidente, então, teve a condição de se levantar e dizer: “Não é apenas um desejo meu. É do povo brasileiro, representado pelo Congresso Nacional, que votou o Ato Olímpico. E está aqui presente o Presidente do Congresso, Michel Temer”. E Michel Temer se levantou naquele momento e, diante de todos os eleitores, de todos os membros do Comitê Olímpico Internacional, reafirmou… 
O Sr. Inácio Arruda (Bloco/PCdoB – CE) – S. Exª é o Presidente da Câmara. 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – É o Presidente do Congresso e da Câmara. 
O Sr. Inácio Arruda (Bloco/PCdoB – CE) – Representava o Congresso Nacional naquele ato. 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – Representava o Congresso. A lei estava lá… 
O Sr. Inácio Arruda (Bloco/PCdoB – CE) – E tive a honra de ser Relator na Comissão de Educação. 
O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – V. Exª teve essa honra. O Senador Sobrinho me defendeu? Muito, porque havia controvérsias, e, graças a Deus, o Brasil, o Rio de Janeiro é a sede das Olimpíadas. 
Senador Tuma, muito obrigado pela generosidade olímpica de V. Exª para com este Senador obscuro e anônimo do Senado Federal. Muito obrigado.