Crivella acompanha implosão do antigo prédio do IBGE na Mangueira

2018-05-20T11:13:09+00:00
Implosão do antigo prédio do IBGE na Mangueira
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, acompanhou neste domingo (13/5) a implosão do antigo prédio do IBGE, na Rua Visconde de Niterói, na Mangueira, Zona Norte do Rio. No lugar, será construído um condomínio do Minha Casa Minha Vida. As 210 famílias que viviam no edifício – que apresentava riscos estruturais – foram cadastradas pela Prefeitura e, enquanto aguardam pela casa própria, receberão aluguel social, no valor de R$ 400. Elas já receberam dois meses adiantados e foram cadastradas em programas sociais da Prefeitura. Todas serão reassentadas no empreendimento e vão receber gratuitamente os apartamentos.
“Mais uma etapa concluída. A população estava vivendo neste prédio com seus filhos sem água e sem luz, e agora será construído um grande Minha Casa Minha Vida. Sala, cozinha, dois quartos, área, área de lazer”, disse o prefeito.
Pouco depois das 7h, os 13 andares do prédio vieram abaixo, conforme estava programado. Cerca de 2.200 moradores do entorno foram orientados a deixar suas casas, e aguardar a implosão em um local próximo. A previsão é que todo o entulho seja removido em 30 dias. O outro prédio do IBGE no mesmo terreno, de frente para a Rua Visconde de Niterói, será demolido mecanicamente (com máquinas). Elizabeth Ferreira, de 44 anos, é uma das pessoas que serão beneficiadas com a nova moradia. Ela não vê a hora de receber as chaves do apartamento para se mudar com sua família.
“Me sinto feliz porque ali morreu muita gente, era um lugar subumano, uma bagunça, o caos. Tinha muita sujeira, lixo e bicho. Agora, pelo menos, vão construir apartamentos, uma moradia digna para o pessoal. Espero que seja melhor organizado, vai ajudar muita gente aqui da Mangueira.”
Crivella na implosão do antigo prédio do IBGEO edifício, que pertencia ao governo federal e foi cedido à Prefeitura, corria risco de incêndio e de desabamento por ruína, segundo avaliações de técnicos da Subsecretaria de Habitação e laudos da Defesa Civil Municipal. Os moradores subdividiam os espaços e improvisavam moradia em área que não era residencial, onde removeram vigas, paredes e até colunas para adaptar cômodos. O fornecimento de energia nos andares se dava por meio de ligações clandestinas, o que gerava risco de curto circuito. A água era coletada de canos da Cedae do solo por meio de mangueiras, latas e baldes. Havia também um chuveiro público onde os ocupantes do imóvel tomavam banho em uma área coletiva compartilhada no primeiro andar.
A Defesa Civil esteve no local várias vezes e fez relatórios sobre a situação do prédio. Os laudos constataram, além das instalações elétricas irregulares, uso indevido de botijões de GLP em pequenos ambientes, sem ventilação; risco de queda nas caixas dos elevadores que estavam sem portas; infiltrações em paredes e teto; e deformação acentuada em laje de concreto armado com grande vão que apresenta ferragens expostas.
A implosão  envolveu equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, CET-Rio, Centro de Operações (COR), Assistência Social e Comlurb, além de efetivos da Polícia Militar. Foram usados 150 quilos de explosivos na detonação do imóvel.

Fonte: prefeitura.rio

Compartilhe esta história

(Visited 182 times, 71 visits today)