Na luta pelo desenvolvimento de atividades ligadas, ou não, à pesca, temos ai a industrialização do caranguejo – uçá, uma nova modalidade de negócio que vem sendo praticada, com êxito, no Rio Parnaíba, na divisa do Maranhão com o Piauí em uma ação produtora com cerca de 20 milhões de unidades por ano. Sobre essa propalada atividade, pelo que se sabe, não atinge, porém a área do Nordeste por não existir essa pratica só desenvolvida no Piauí. Dizem os responsáveis que exploram esse negócio tão produtivo comercialmente, que para a sua sustentação nas áreas ocupadas pelos manguezais, a CODEVASP, em parceria com o Governo do estado do Piauí, construiu um centro de recepção comercial de caranguejo – uçá. A entidade com os recursos da Secretaria de Programas Regionais e em parceria com a Fundação de Educação, Cultura e Desenvolvimento, executou um projeto piloto na industrialização do caranguejo – uçá.

Esse tipo de atividade existente no Rio Parnaíba não tem sido usado na Região Nordeste. É uma forma que ainda não atingiu o interesse de quem trabalha com outro tipo de caranguejo, no Rio Grande do Norte e outros estados. Sobre a pesca, para a sua concepção, o Governo instituiu o “Plano Safra”, para ajudar o pescador. Foi um empréstimo feito para a aquisição de material de pesca, redes e o seu barco. O Rio Grande do Norte precisava, também, ajudar o pescador, dentro dos limites previamente estabelecidos. Era um plano de ajuda no mesmo sentido do Governo Federal. Em termos de pesca, existe uma enorme área destinada à cultura do camarão, gerando bons resultados para os seus criadores e empresários. Afirmou uma articuladora da rede de pesca do Nordeste, que as ressalvas sobre a sustentabilidade é a principal preocupação, e quanto à ordenação da área costeira. Diante de todos esses problemas o presidente Lula criou o Ministério da Pesca.

A pesca adotava no litoral do Nordeste, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco trabalho com a tilápia, com o atum e com o salmão que figuram como tipos de peixe aprovados pela população, nessa extensa área do litoral. O salmão e o atum aparecem, como os principais peixes na linha de exportação. São dois tipos de pescado de grande aceitação no mercado. Outro tipo de pesca importante é o da lagosta. Sobre isso existem determinações sobre sua pesca, em termos de material usado para isso. O ex ministro da pesca Marcelo Crivella foi um dos ministros mais conceituados no seu trabalho, em favor do Rio Grande do Norte e que soube aproveitar promovendo reuniões com os pescadores. Era uma ação comum e importante em favor de uma atividade que precisava do apoio do Governo. Afinal, a pesca no país, principalmente no Sul, tem obtido uma excepcional ação para a exportação.

Tribuna do Norte
JOÃO LYRA NETO